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Dor de cabeça? Cuidado! O problema pode ser grave

07/10/2017

As dores de cabeça atrapalham a rotina de milhares pessoas pelo mundo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia, aproximadamente 70% das mulheres e 50% dos homens apresentam 1 caso por mês pelo menos.

Cada episódio dura de 3 horas até uma semana e pode ser ocasionado por diversas razões, como tensão muscular, estresse, viroses e doenças mais graves. Entenda um pouco mais sobre as causas, os tratamentos, os riscos da automedicação e a importância de buscar ajuda profissional para investigar o seu quadro e realizar o tratamento correto.

 

Quais os tipos e as causas da cefaleia?

Existem basicamente dois tipos de cefaleias, as primárias e as secundárias. Como o próprio termo sugere, as secundárias são aquelas dores de cabeça que aparecem como consequência de outro problema, como por exemplo, de viroses, aneurismas, sinusite e tumor cerebral. Já as primárias incluem enxaquecas, dores de cabeça tensionais e outras que não derivam de alguma doença específica.

A cefaleia tensional é a mais comum e está associada à tensão ou contração dos músculos na região dos ombros, pescoço e até mesmo da face. A sensação é de uma dor difusa, com pressão nos dois lados da cabeça, e pode ser resultante de estresse, poucas horas de sono, ritmo intenso de trabalho e má postura.

Há duas manifestações deste tipo de dor de cabeça: a episódica é de intensidade leve a média e não incapacita a pessoa, enquanto a crônica tem frequência superior a 15 dias por mês e geralmente afasta o paciente das suas atividades cotidianas.

Já a cefaleia em salvas, também conhecida por “cluster headache”, é a mais rara e provoca dores intensas em um dos lados da cabeça, geralmente atrás ou ao redor de um dos olhos. A duração é de 15 minutos a 3 horas, com reincidência de até 8 vezes no mesmo dia. A ciência ainda não tem certeza sobre as causas dessa dor de cabeça, mas acredita-se que tenha relação com distúrbios do sono ou com uma disfunção no hipotálamo.

Por fim, a enxaqueca é hereditária e a sua principal característica é a dor latejante na região frontal ou das têmporas, comumente mais forte em um dos lados da cabeça. De intensidade média a elevada, é acompanhada de sintomas como fotofobia, fonofobia, enjoos e vômitos.

Ela pode ser deflagrada pela ingestão de determinados alimentos, por jejum prolongado, excessiva exposição solar, fatores hormonais e estresse. A dor pode durar de 4 horas a 4 dias e frequentemente isola a pessoa das atividades cotidianas. A enxaqueca menstrual é um tipo específico que só afeta as mulheres na fase pré-menstrual e menstrual.

 

Como tratar a cefaleia?

O tratamento varia de pessoa para pessoa, de acordo com o tipo e com as características da cefaleia apresentada. No caso da tensional, a melhor forma de evitar ou reduzir as dores é com atividades como relaxamento, fisioterapia, acupuntura, atividades físicas e yoga. Quando a dor é incômoda, é possível ingerir medicamentos analgésicos e relaxantes musculares, desde que recomendados por um médico.

No caso da cefaleia em salvas, o principal tratamento é a prevenção com remédios para evitar ou reduzir a dor. Durante as crises, o paciente deve consultar um especialista para discutir o melhor procedimento.

Quem sofre com enxaquecas deve avaliar o quadro da dor, a intensidade e a frequência, e conversar com um especialista sobre o melhor tratamento, uma vez que a enxaqueca não tem cura. Em alguns casos, evitar certos alimentos e manter hábitos saudáveis já consegue reduzir as manifestações. Porém, em outros o paciente precisa submeter-se a um tratamento prolongado.

Como é possível notar, qualquer tratamento para cefaleia envolve a consulta com um médico neurologista. No Instituto de Neurologia do Amapá (INNEURO), dois dos maiores nomes dessa especialidade fazem parte do nossa equipe: os Drs. Dorinaldo Barbosa e Paulo Carvalho, prontos para avaliar o seu problema.

Nossos neurologistas alertam: apesar da cultura erroneamente difundida da automedicação, tomar remédios sem orientação profissional é um risco e por vezes só “tapa o sol com a peneira”, o que pode gerar complicações mais graves à sua saúde no futuro.

Os medicamentos suavizam os sintomas, mas não atacam necessariamente a causa, podendo até mesmo disfarçar uma doença mais grave. Assim sendo, somente uma investigação detalhada e acompanhada de exames é capaz revelar a origem das dores e apontar para a melhor solução.

INNEURO – Um Novo Tempo à Vida

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