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Esforços repetitivos no trabalho podem ser diagnosticados através de estímulos elétricos. Veja como

18/12/2017

Entenda como decorrem o LER e o DORT e a forma de diagnóstico destas síndromes.

A rotina diária de trabalho nos dias atuais precisa ser feita com cuidado. Não apenas para cumprir nossas obrigações, mas também para cuidar da saúde da melhor forma possível. Isto porque algumas lesões podem surgir por ações repetitivas que podem comprometer inúmeras funções no corpo. As principais doenças neste sentido são as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e, na definição técnica da Previdência Social, os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Estas doenças surgem por ações que vão comprometendo o organismo ao longo de determinados períodos. Para diagnosticar o problema é realizada a eletroneuromiografia. E, neste artigo, falaremos sobre as síndromes e o diagnóstico.

LER e DORT

Primeiramente vamos definir como surgem ambos os casos – onde há uma única diferença nas duas síndromes. A LER geralmente surge quando o corpo não consegue dar a resposta adequada a uma atividade contínua, gerando lesões. Entre as principais causas estão a postura incorreta, movimentos que se repetem cotidianamente, erguer pesos, falta de alongamento dos dedos no momento de digitar, entre outros fatores que fazemos no nosso cotidiano.

O que diferencia o LER do DORT é que o primeiro pode surgir em qualquer local, até em crianças ou pessoas que viajam bastante, por exemplo. Já a segunda é relacionada a atividade laboral, ou seja, decorrente do serviço.

O problema de ambas as síndromes é que elas podem ser “invisíveis” por grande parte da vida da pessoa ou trabalhador, aparecendo apenas posteriormente, já como uma doença em estado avançado, caracterizando-se por uma dor crônica principalmente no momento da movimentação de músculos, nervos, tendões e outras estruturas do corpo. Isto pode impedir que a pessoa possa executar funções básicas, como se abaixar ou andar mais rápido. É previsto pela legislação, inclusive, que a LER e DORT podem gerar auxílios como doença e acidente, e até mesmo aposentadoria por invalidez.

Prevenção

Para se prevenir de ambas as síndromes é possível tomar medidas no cotidiano que refletirão no bem-estar do corpo. Para quem trabalha sentado é recomendado sempre fazer uma pequena caminhada após 90 minutos. Já para quem digita, pausas a cada 30 minutos contribuem principalmente para os tendões dos dedos. Manter a postura sempre adequada é outro passo primordial, assim como manter os pés apoiados no chão.

Tenha a tela do computador na altura da sua cabeça, mantendo uma postura ereta. Mantenha os pulsos firmes na mesa. E, em todos os casos, faça alongamentos de cinco minutos, em dois períodos. Para quem trabalha com pesos e outras formas de esforço repetitivo, a parada deve ser a cada 25 minutos, principalmente para beber água e relaxar os músculos. Nestes casos também é importante fazer alongamentos.

Diagnóstico: a eletroneuromiografia

O exame de eletroneuromiografia é a forma de diagnosticar quando há problemas relacionados a LER e DORT. Ele é realizado através de estímulos elétricos em regiões estratégicas, principalmente nos nervos periféricos, identificando problemas musculares e nervosos. Geralmente são feitos através de eletrodos posicionados em regiões específicas, com pequenos choques que podem causar certo incomodo, mas não dor intensa. No caso dos músculos, são inseridas agulhas nos locais. O aparelho usado em ambos os casos é o eletroneuromiógrafo.

São indicados sempre que houver uma suspeita de uma das duas síndromes – LER ou DORT – geralmente quando há problemas crônicos no local, como formigamentos, incapacidade de segurar objetos de peso e câimbras constantes, entre outros. É contraindicado quando a pessoa utiliza um marca-passo ou cateter intracardíaco, pacientes com trombose, infecções e escurecimento da pele causadas pelo diagnóstico ou fatores externos, além de quem tem problemas com coagulação ou toma anticoagulante.

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