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Sedação em exames de imagem é possível em casos especiais

21/11/2017

Sedação em exames de imagem é possível em casos especiais

Realizar exames de tomografia e ressonância magnética é, muitas vezes, fundamental para o médico ter um melhor panorama do que está ocorrendo com seu paciente e, desta forma, propor um tratamento melhor e mais adequado.
Porém, permanecer imóvel por mais de 20 minutos dentro de um túnel escuro que emite sons altos (do funcionamento da máquina) não é uma tarefa simples, principalmente para pacientes que sofrem com fobia, ansiedade e síndrome do pânico, bem como para pessoas com necessidades especiais e crianças pequenas.
Há quem sinta tanta dificuldade em realizar os exames de imagem que mesmo a presença de um acompanhante na sala ou a realização de técnicas de respiração e relaxamento não são suficientes para reduzir o pavor e a agitação. Nestes casos, é possível realizar a sedação e tornar o procedimento mais tranquilo e menos traumático para pacientes e acompanhantes.

Como funciona a sedação em exames de imagem?

A sedação é um procedimento médico diferente da anestesia geral. Enquanto na última a pessoa entra em um estado profundo de coma induzido, na sedação ela entra em estado de sonolência, o qual é mais profundo que o sono noturno e mais leve do que o da anestesia geral.
O procedimento pode ser realizado por inalação continuada, que utiliza uma máscara semelhante a de pacientes com asma para levar uma mistura de substâncias sedativas, como propofol e dexmedetomidina, para dentro do organismo. A outra forma é a indução venosa, que acontece com a pela injeção de fármacos diretamente na veia do paciente.
Este serviço é uma exclusividade do Instituto de Neurologia do Amapá (INNEURO) e para usufruir dele é importante informar sobre a necessidade de sedação no momento do agendamento do exame, pois os horários disponíveis para este procedimento são diferentes. Além disso, aconselha-se a presença de acompanhantes e no dia do diagnóstico o paciente precisa fazer jejum de no mínimo 3 horas (ligar para a clínica e informar-se do período exato, que varia para crianças e adultos).
A dosagem de sedativos varia de acordo com o paciente e é calculada pela equipe médica e realizada por um profissional anestesista especializado.

Em quais casos é possível ser sedado?

Enquanto o contraste é injetado em alguns pacientes no intuito de melhorar a qualidade dos resultados do diagnóstico, a sedação é utilizada somente para garantir o bem-estar do paciente ou para que o mesmo consiga permanecer imóvel durante o tempo do procedimento.
Crianças pequenas e pacientes especiais, por exemplo, frequentemente sentem medo quando precisam entrar no túnel da máquina de diagnóstico por imagem. Mesmo acompanhados dos pais, a necessidade de permanecerem imóveis por no mínimo 20 minutos (às vezes mais), aliada ao formato do equipamento e ao barulho que ele emite provocam agitação, o que pode impedir a realização do exame, que demanda imobilidade e uma respiração tranquila. Nestes casos, a sedação melhora a experiência e a satisfação tanto do paciente quanto dos pais e acompanhantes.
A sedação em exames também é indicada para pessoas claustrofóbicas, pois além do pavor que sentem ao realizar a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada, a dificuldade em manter uma respiração leve e de permanecerem imóveis impede a realização do exame.

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